Sororidade também é:
acolher, mesmo que minimamente, às 5h30 da matina uma mulher com supercílio aberto jorrando sangue, agredida por um homi. Sem julgá-la, nem condená-la por envolvimento com drogas e prostituição, apenas por ser uma humana com necessidade de cuidados emergenciais.
Não sei seu nome, mas sei que eu e duas amigas demos um pouco de colo e afeto, retribuídas com agradecimento, admiração e com traços de esperança.
Nem eu, nem minhas amigas somos melhores do que àquela mulher que vive no limite de tristeza e exploração; apenas vivemos em condições socialmente diferentes.
Mais amor, mais afeto, menos naturalização das violências, pode sim ser o caminho.


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