Simbolicamente hoje inicia um novo ciclo, mas não é dele que
quero falar. Pois, em nenhum dos outros aniversários senti tão fortemente o fechar
de um ciclo, e não digo apenas dos últimos 365 dias. Falo da sequência das 3
décadas existenciais e o que carinhosamente chamei de Ano I, da Década IV de
vida terrena. A ele, nossa gratidão.
Não diferente da maioria das pessoas, vivi minha crise dos 30
anos – pesada pelo medo de ter minha liberdade limitada por problemas de saúde.
No ano de véspera decidi por mudanças interiores extremamente radicais, lógico
que, consequentemente, levaram-me a mudanças exteriores também radicais. Essas,
todos, a olho nu podem ver. Porém, há realmente coisas que só conseguimos ver,
caso nos permitamos enxergar além dos olhos. E essa é uma característica da
minha persona que gosto de cultivar.
Passado o ano de decisão e início das mudanças com toda a metódica
disciplina que muitos de vocês, leitores amigos, são testemunhas que cumpri, e
muitos de vocês foram peças essenciais para isso; veio o Ano I, o início da
quarta década de vida. Chorar por menos um ano de vida como diria meu amado
Suassuna, comemorar como culturalmente aprendemos, e é ótimo, ou simplesmente
agradecer como a alma vem pedindo?
Literalmente fechei os olhos para poder enxergar o que eles
não podem ver. Senti todo o amor que baila ao meu redor. Agradeci por cada
pessoa importante tanto que passou pelo meu caminho, como àquelas que vêm ao
meu lado segurando a minha mão há muito ou pouco tempo. Sou uma pequena de
muitas bênçãos recebidas, de muitas e muitas vivências de fé. De alguns
momentos de superação. De muitos outros de medo e desesperança, mas em todos
eles Deus ou o cosmo mostraram que, mesmo não sendo fácil, eu tinha forças para
seguir – e se não a tivesse, de alguma forma a encontraria. Um ciclo energético
positivo, a gente se descobre presente quando, em maioria, exerce práticas e
pensamentos positivos.
Poderia ainda falar de algumas dores na vida, mas pra quê?!
Não há razão. Ontem foi dia de jogar fora a caixinha de coisas que não me
servem mais, mesmo que teimosamente ainda considere a serventia de algumas, é
hora de deixar o ciclo se encerrar. Deixar a alma quieta e no caminho da
plenitude (que não precisa ser utópica).
Aqui repito meu Amém, Namastê e Obrigada pelos 31 anos de
vida.
Sigamos na abertura do Ano II – Década IV. Que não nos falte
o amor, a serenidade, a resiliente perseverança e tênis nos pés e vento na
cara!

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