terça-feira, 25 de abril de 2017

DÉCADA IV/ANO I – GRATIDÃO PELA VIDA

Simbolicamente hoje inicia um novo ciclo, mas não é dele que quero falar. Pois, em nenhum dos outros aniversários senti tão fortemente o fechar de um ciclo, e não digo apenas dos últimos 365 dias. Falo da sequência das 3 décadas existenciais e o que carinhosamente chamei de Ano I, da Década IV de vida terrena. A ele, nossa gratidão. 



Não diferente da maioria das pessoas, vivi minha crise dos 30 anos – pesada pelo medo de ter minha liberdade limitada por problemas de saúde. No ano de véspera decidi por mudanças interiores extremamente radicais, lógico que, consequentemente, levaram-me a mudanças exteriores também radicais. Essas, todos, a olho nu podem ver. Porém, há realmente coisas que só conseguimos ver, caso nos permitamos enxergar além dos olhos. E essa é uma característica da minha persona que gosto de cultivar.

Passado o ano de decisão e início das mudanças com toda a metódica disciplina que muitos de vocês, leitores amigos, são testemunhas que cumpri, e muitos de vocês foram peças essenciais para isso; veio o Ano I, o início da quarta década de vida. Chorar por menos um ano de vida como diria meu amado Suassuna, comemorar como culturalmente aprendemos, e é ótimo, ou simplesmente agradecer como a alma vem pedindo?

Literalmente fechei os olhos para poder enxergar o que eles não podem ver. Senti todo o amor que baila ao meu redor. Agradeci por cada pessoa importante tanto que passou pelo meu caminho, como àquelas que vêm ao meu lado segurando a minha mão há muito ou pouco tempo. Sou uma pequena de muitas bênçãos recebidas, de muitas e muitas vivências de fé. De alguns momentos de superação. De muitos outros de medo e desesperança, mas em todos eles Deus ou o cosmo mostraram que, mesmo não sendo fácil, eu tinha forças para seguir – e se não a tivesse, de alguma forma a encontraria. Um ciclo energético positivo, a gente se descobre presente quando, em maioria, exerce práticas e pensamentos positivos.

Poderia ainda falar de algumas dores na vida, mas pra quê?! Não há razão. Ontem foi dia de jogar fora a caixinha de coisas que não me servem mais, mesmo que teimosamente ainda considere a serventia de algumas, é hora de deixar o ciclo se encerrar. Deixar a alma quieta e no caminho da plenitude (que não precisa ser utópica).

Aqui repito meu Amém, Namastê e Obrigada pelos 31 anos de vida.

Sigamos na abertura do Ano II – Década IV. Que não nos falte o amor, a serenidade, a resiliente perseverança e tênis nos pés e vento na cara!




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