Sou obesa desde sempre.
Em alguns períodos sob controle, mas sempre, obesa.
Tarefa nada fácil de ser.
A obesidade, de certa forma, sempre me oprimiu. Ora pela frágil auto-estima, ora pela reforçada auto-estima, como avalio ter sido meu melhor mecanismo de defesa.
Minha relação com a obesidade, antes da decisão, se resume no texto De quantos quilos é preciso para ser feliz. Acontece que o peso de chegar perto dos 30 anos chegou, e ele pesa muito mais que meus 118kg atuais.
Dos preconceitos que sofri, dentro e fora da própria casa, acho que não vale as minhas palavras. Todos eles foram engolidos, alguns entalados por um tempo, mas todos excretados.
Três dias após completar 29 anos, apresentei resultados de exames de rotina a minha endocrinologista, das pessoas mais humanas para exercer a medicina. Ela quem sempre respeitou meu tempo e minha relação com a obesidade, disse que chegou a hora de radicalizar Ou muda, ou consequências que já começaram a aparecer, irão aumentar e complicar. O medo de ser diabética me apavorou!
E eu, que sempre compreendi que na vida é preciso saber a hora de dar curva, entendi que era a hora de enxergar a obesidade como doença e então engolir o orgulho em ser gorda, e emagrecer.
Não se trata de mais um dos tantos métodos tentados desde meus onze anos. Cirurgia Bariátrica vem aí...
